quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PRECISAMOS REVER ALGUNS CONCEITOS

Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:

- Pai, tô com fome!!!

O pai, Agenor, sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência....

- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!!

Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente....

Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:

- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!

Amaro, o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho...

Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo...

Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua...

Para Agenor , uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá......

Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada...

A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...

Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:

- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!

Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...

Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho...

Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas...

Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...

Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de
pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada...

Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias...

Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho...

Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...

Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores...

No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho...

Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...

Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele
chamava-o para ajudar aquela pessoa...

E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...

Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar...

Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...

Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula.....

Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro...

Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno...

Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço...


Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista...

Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um...

Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido...

Ricardinho , o filho mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho:

'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço.. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma.. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'

(História verídica)

Se acharem que vale a pena repassem, pois nunca é tarde para começar e sempre é cedo para parar!!!

Que Deus te abençoe poderosamente lhe concedendo o dom da fé e da caridade. Fazer obras de caridade não nos garante a salvação, isso é nossa obrigação como cristãos.

TODA HONRA, TODA GLÓRIA E TODO O LOUVOR PERTENCEM A DEUS. AMÉM

domingo, 5 de setembro de 2010

RAIVA

Aos meus amigos...
Era uma vez um garoto que tinha um temperamento muito explosivo.
Um dia ele recebeu um saco cheio de pregos e uma placa de madeira.
O pai disse a ele que martelasse um prego na tábua toda vez que perdesse a paciência com alguém.
No primeiro dia o garoto colocou 37 pregos na tábua.
Já nos dias seguintes, enquanto ele ia aprendendo a controlar sua raiva, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradativamente.
Ele descobriu que dava menos trabalho controlar sua raiva do que ter que ir todos os dias pregar diversos pregos na placa de madeira...
Finalmente chegou um dia em que o garoto não perdeu a paciência em hora alguma.
Ele falou com seu pai sobre seu sucesso e sobre como estava se sentindo melhor em não explodir com os outros e o pai sugeriu que ele retirasse todos os pregos da tábua e que a trouxesse para ele.
O garoto então trouxe a placa de madeira, já sem os pregos, e a entregou a seu pai.

Ele disse:

"Você está de parabéns, meu filho, mas dê uma olhada nos buracos que os pregos deixaram na tábua...
...ela nunca mais será como antes".
Quando você diz coisas estando com raiva, suas palavras deixam marcas como essas.
Você pode enfiar uma faca em alguém e depois retira-la. Não importa quantas vezes você peça desculpas, a cicatriz ainda continuará lá.
Uma agressão verbal é tao ruim quanto uma agressão física.

“Amigos são como joias raras.

Eles te fazem sorrir e te encorajam para alcançar o sucesso.
Eles te emprestam o ombro, compartilham dos teus momentos de alegria...
e sempre querem ter seus corações abertos para você."
PERDOE,
O mundo está à beira da guerra...

Vamos evitá-la...

...Que a paz de Cristo habite entre nós.



Aos Pés do Mestre

Cultive uma atitude de gratidão e dê sempre graças a Deus, nosso Pai, por tudo, em nome do Senhor Jesus Cristo. (Ef.5:20), versão Clear Word.
Lembro-me bem do dia em que escolhi Léia no abrigo de animais. Ela estava deitada, quieta, na extremidade do cercado de cimento, parecendo muito triste e abatida. Soubemos que aquele animal castanho-dourado, da raça Labrador, tivera que ser deixado para trás, quando seus donos se mudaram.
Ela não ofereceu resistência quando a conduzimos do abrigo para o carro, para o trajeto até nossa casa. Léia dava a impressão de ter decidido aceitar seu destino, fosse qual fosse, e tornou-se óbvio que tínhamos um animal desmotivado. Por muitas semanas, ela não latiu, nem abanou a cauda ou reagiu diante de nós. Mas o amor e cuidado constantes têm o seu jeito de curar feridas, e, por fim, com a confiança restaurada, ela entregou toda a sua confiança canina à nova família. Léia mostrou ser um bicho de estimação obediente e de boa índole.
Fiquei intrigada com o comportamento de Léia quando recebia um osso. Ela fazia um círculo completo no quintal uma vez, deixava o osso cair aos meus pés e depois vinha e lambia minha mão antes de recuperar o osso. Ela continuou com esse procedimento a sua vida toda, mesmo depois de ficar cega por causa de diabetes. Através da vida, mostrou sua lealdade pela gentileza com as crianças, seus latidos de proteção, obediência em casa e dentro do carro – e como gostava de passear!
Eu estava fora de casa quando Léia teve uma de suas crises de diabetes e, sem o tratamento que eu costumava ministrar-lhe, ela morreu.
Jesus, meu Salvador, não resistiu ao ser levado para o Calvário a fim de me dar vida eterna. Deixou Seu Pai e Seu lar no Céu para vir a este mundo a fim de me tornar parte de Sua família.
A vida nem sempre é fácil, e os desapontamentos e a dor podem me deixar triste e abandonada. Nas trevas ou na infelicidade, Jesus nunca Se omite ou me abandona, mas me mostra alegria e felicidade através de Seu constante amor e cuidado.
Suas promessas são certas – mas será que eu me lembro sempre de deixar cair o “osso” das preocupações e cuidados, e ajoelhar-me aos pés do Mestre para agradecer?
Lyn Welk-Sandy

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

VITÓRIA

Você gostou do título da meditação de hoje? É bom você estar preparado para o que vai ler adiante.

Você deve lembrar que já mencionei que trabalhei quase 10 anos em uma livraria evangélica, e esse foi um tempo de muito aprendizado na minha vida.

Se você nunca visitou uma livraria evangélica, aconselho você a fazer isso, mas, por favor, tome muito cuidado com os livros que escolhe. Por exemplo: os livros cristãos sobre “vitória” são numerosos (ainda mais hoje em dia). Mas se você tirar um tempo para ler essas publicações, é provável que se sinta mais confuso do que ajudado.

Se não fosse tão trágico, eu acharia engraçado que tantos livros sobre vitória deixem os leitores mais derrotados e desnorteados do que antes deles abrirem a capa. Alguns escritores dizem para você insistir. Outros dizem para relaxar. Alguns incentivam a passividade, prometendo-lhe poder se você simplesmente “deixar para lá”. Outros ainda insistem que você precisa “vestir” uma armadura especial ou “despojar-se” da carne.

Ou esperar mais tempo.
Ou tentar com mais afinco.
Ou tentar alcançar mais alto.
Ou orar uma “fórmula especial”.
Ou apagar suas emoções em chamas.

Invariavelmente, alguns o repreendem por você não “viver acima deste mundo”. Outros lançam mão da promessa de abundância financeira (“Deus quer que você seja rico!”) se você apenas se aproveitar de alguma ordem especial de bênção (como “Envie seu próximo salário para mim”).

É de se admirar que a vitória verdadeira pareça enganosa? A confusão e a vitória não podem coexistir.

Nós precisamos ser relembrados de que a vida que Deus provê comumente chamada de “vida abundante” – não é uma cadeia de vitórias contínuas, ininterruptas. Queria que você anotasse e guardasse bem quatro coisas sobre o que a vitória não é:

De uma vez por todas, aprenda: a vitória não é uma herança automática – A vitória está disponível sim, mas não é automática. Nós nunca devemos pensar na vida cristã como uma fonte de “sucesso instantâneo”.

A vitória não é uma elevação emocional – Leia o texto de Romanos 8:31-39:

“Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito:
Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

Você pode procurar, mas não vai achar nesse texto uma lista de “sentimentos”. Ao contrário de sentimentos, você vai encontrar declarações de segurança, fortes afirmações e edificação confiante. Lembre-se de uma coisa: os cristãos não obtém a vitória só porque compreenderem a si mesmo psicologicamente ou por terem boa vontade.
A vitória não é um sonho reservado para super santos – Ao contrário do atleta solitário correndo na raia, o cristão que vence, o faz “por meio daquele que nos amou”. Ou, como nós lemos em outro lugar: “Graças, porém a Deus, que por meio de Cristo sempre nos conduz em triunfo.” (1 Coríntios 15:57).

A vitória não chega a nós enquanto esperamos passivamente – Claro que nós devemos aprender a depender do Senhor para termos vitória, mas não confunda depender e esperar com passividade. A passividade é uma inimiga para qualquer um que espera viver uma vida de vitória.

A pessoa vitoriosa, assim como o atleta vitorioso, vence porque ele está deliberadamente e pessoalmente envolvido – do começo ao fim – em um processo que conduz à vitória. Se você deve alcançar suas metas, você deve envolver-se ao máximo.

Deus te abençoe!

Sérgio Müller

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A SAMAMBAIA E O BAMBU

Certo dia, decidi dar-me por vencido. Renunciei ao meu trabalho, às minhas relações e a minha fé. Resolvi desistir até da minha vida. Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus. “Deus” , eu disse, “O Senhor poderia me dar uma boa razão para eu não entregar os pontos?”
Sua resposta me surpreendeu: “Olhe em redor. Vc está vendo a samambaia e o bambu?”
“Sim, estou vendo”, respondi.
“Pois bem, quando Eu semeei as samambaias e o bambu, cuidei deles muito bem. Não lhes deixei faltarem luz e água. A samambaia cresceu rapidamente. Seu verde brilhante cobria o solo. Porém, da semente do bambu nada saía. Apesar disso, eu não desisti do bambu. No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa. E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu.
Mas, eu não desisti do bambu. No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa. Mas, no quinto ano, um pequeno broto saiu da terra. Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno, até insignificante. Seis meses depois, o bambu cresceu mais de 50 metros de altura.
Ele ficara 5 anos fundando raízes. Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver. “ A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar.”
E, olhando bem no íntimo, disse: “Você sabia que durante todo esse tempo em que vem lutando, na verdade, estava criando raízes? Eu jamais desistiria do bambu. Nunca desistiria de ti. Não se compare com os outros. O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer do bosque um lugar bonito. Seu tempo vai chegar!”, disse-me Deus. “Você crescerá muito!!!”
“Quanto tenho de crescer?”, perguntei.
“Tão alto como o bambu”, foi a resposta.
E eu deduzi: tão alto quanto puder.
Espero que estas palavras possam ajudá-lo a entender que Deus nunca desistirá de vc.
Nunca se arrependa de um dia da sua vida.
Os bons dias lhe dão felicidade.
Os maus lhe dão experiência.
Ambos são essenciais para a vida.
A felicidade lhe faz doce.
Os problemas lhe mantêm forte.
As penas lhe mantêm humano.
As quedas lhe mantêm humilde.
O bom êxito lhe mantém brilhante.
Mas, só Deus lhe mantém caminhando.
--
Yves R.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

RENUNCIE AO POSTO DE SENHOR DA SUA VIDA!


Você acredita que Deus tem senso de humor? Eu acredito que Ele tem sim. Mas será que eu ou você conseguiríamos fazer Deus rir?
Estava lendo um livro, e neste encontrei esta definição dada por Woody Allen: "Se você quer fazer Deus rir, fale dos seus planos para Ele".
Achei muito interessante. Imagine comigo...
O Criador, o Nosso Deus sentado na sala onde governa o Universo, e você sentado ou deitado em sua cama pensando nos seus planos e projetos, e enquanto você pensa, Ele dando algumas risadas desses seus planos.
Deus deve ter dado risadas de muitos planos meus. Se Ele tivesse cumprido alguns dos meus planos, talvez não estivesse aqui digitando esse texto hoje. Só que a Graça dEle, o amor dEle, os Pensamentos dEle, os planos dEle são bem melhores que os meus, e com certeza também é bem melhor que o seu.
Enquanto Deus está preparando coisas tão importantes, significativas, estamos pensando em algo tão pequeno perto daquilo que Deus tem preparado. Muitas vezes estamos em um caminho que não é o caminho de Deus.
“Muitos propósitos há no coração do homem, mas o desígnio do Senhor permanecerá.”
Provérbios 19:21
O Pr. John Ortberg disse certa vez:
“O problema mais profundo quando tento ser o senhor da minha vida é que isso me põe em uma situação desconfortável com as outras pessoas. Quando vivo no mito do controle, os outros são um problema. Eles não se comportam do jeito que eu quero, de modo que tento encontrar um jeito de manipulá-los, apaziguá-los, adulá-los, intimidá-los ou controlá-los.”
Não que seja errado fazer planos, pois como disse alguém certa vez “quem falha em planejar está planejando falhar”. Temos que planejar mesmo, mas imagine se Deus fosse satisfazer todos os nossos planos, talvez estaríamos muito infelizes. Nós enxergamos muito pouco, e não sabemos nem ao menos o que vai acontecer daqui a um minuto!
Por isso, você pode deixar Deus rir de seus planos, mas quero deixar um conselho: Todas as vezes que pensar em planejar algo, convide Deus para escrever estes seus planos. Na medida em que você estiver escrevendo, Ele já irá corrigindo os erros de planejamento e colocando os planos dEle que são os melhores.
“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR.”
Isaias 55:8
Deus te abençoe!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

ONDE ESTÁ A TÃO PROMETIDA PAZ NA TERRA?

Será que os anjos mentiram?

“E subitamente apareceu como o anjo uma multidão da milícia celestial louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a que ele quer bem” (Lc. 2:13-14).
Como toda cena, as palavras proferidas pelos anjos nos campos, aos pastores, também foram sobrenaturais! Elas pareciam remotas, sonhadoras, irreais! Até hoje há quem diga que aquela proclamação angelical foi uma miragem, um sonho sem fundamento, uma simples retórica.
Temos de admitir que a paz alardeada esta sendo muito bem guardada em algum esconderijo, e que a boa vontade não tem entrelaçado os homens em fraternidade.
Naquela noite, a paz foi prometida; a boa vontade proclamada. Será possível que tenhamos deixado de lado algum condicional, ou imperativo, que faria com que essas duas preciosas promessas fossem cumpridas? Será que existe alguma explicação lógica para essa aparente ilusão?
Será que algum fator de vital importância, tipo “causa e efeito”, está sendo omitido, sendo assim responsável por esse triste fracasso?

Mensagem incompleta

Dizem, e quando não o fazem, pensam:
-Onde está a boa vontade entre os homens?
-Onde está a paz que nos foi prometida?
Ocorre que, a mensagem apresentada até aqui, não está completa. Não foi dada atenção à frase inicial pronunciada pelos anjos: ”Glória a Deus nas alturas...”.
-Onde está a glória a Deus?
Aí é que está! Nós simplesmente omitimos essa primeira parte. Começamos pelo final e excluímos o início. Qual é a mensagem completa dos anjos, com todas as partes harmonicamente dispostas?
“Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a que ele quer bem”. (Lc. 2:13-14).
Paz não é algo avulso, sem relação com o restante. A paz está ligada à outra parte da frase e é completamente dependente dela. A paz é resultado de fruto de determinados relacionamentos e, se esses relacionamentos forem assegurados, a paz será inevitável.
Vejamos alguns exemplos: “Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz, aquele cujo propósito é firme;porque ele confia em Ti” (Is. 26:3). “Grande paz têm os que amam a tua lei...” (Sl. 119:165). “Justificados, pois, mediante a fé, tenhamos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm. 5:1).
Em cada uma dessas passagens das Escrituras, a paz é apresentada não como raiz, mas como fruto; o fruto de uma justiça pessoal com Deus. E é exatamente aí que a mensagem dos anjos começa para os pastores, nos campos próximos a Belém. Não começou com boa vontade entre os homens nem com paz na terra, mas com o fator que a produziria: “Glória a Deus nas alturas”.
No entanto, devemos perguntar em meio aos dia escuros pelos quais atravessa a raça humana, em meio a tanta má vontade, a conflitos raciais, e a greves, onde nosso pensamento se inicia? Será que é no mesmo lugar onde começou a mensagem dos anjos, na correção do supremo relacionamento, na reconciliação entre Deus e a raça humana?
Se tão somente déssemos glória a Deus nas alturas, a paz na terra nos seria assegurada e a boa vontade entre os homens estaria presente.

Um Relacionamento vital

Mas... que tipo de relacionamento é esse que dá “glória a Deus nas alturas?” Como termos um relacionamento com Deus que seja tão vital, a ponto de Lhe darmos glória e então recebermos automaticamente as outras bênçãos que possibilitarão um bom relacionamento com os outros seres humanos?
Aquele cujo aniversário comemoramos no Natal, nos deu a maior das dicas: Ele mesmo a disse respeito de si mesmo: “Eu sou o Caminho”. (Jô. 14:6). Um bom relacionamento com Cristo é a chave para um bom relacionamento com Deus.
E que tipo de relacionamento devemos ter com Jesus? Ele requer entrega total de nossas vidas; que aceitamos sem restrições Sua direção e que nos submetamos à Sua vontade e ao poder de Sua graça salvadora. Ele nos chama, primeiramente, para O recebermos como Salvador e depois que nos dediquemos, em submissão e obediência, ao Seu senhorio em nós.
Não há como darmos esses passos como uma coletividade, seja raça, povo, nacionalidade ou mesmo como uma multidão. É a entrega particular de cada vida a um Salvador, a um Senhor que se torna pessoal.
Paz entre os homens só poderá existir quando introduzida de forma individual por aquela pessoa que já está em paz com Deus, tendo sido justificada e santificada no poder redentor do amor e graça de Jesus. O mundo não pode ser salvo em multidões. Não há como através de ligas e tratados, levar o mundo como um todo, a um estado de paz congênita e fraternal. Salvação e paz só podem ser encontradas quando entregamos de forma pessoal nossas vidas a Cristo, o Salvador.
Submetamo-nos, então, à glória de Deus. Essa foi a primeira frase da mensagem dos anjos: “Glória a Deus nas alturas” (Lc. 2:14). Uma pessoa, um ser humano, um indivíduo, em paz com o Altíssimo!
Aí, então, haverá paz na terra e boa vontade entre os homens. A mesma mensagem que se inicia com “Glória a Deus...” termina com “boa vontade entre os homens”. Primeiro a glória, depois a paz! Essa é a mensagem do Natal. Isso é Cristianismo!
A mensagem dada pelos anjos foi uma enganação? Teriam eles debochado do mundo ao prometerem algo que não seria cumprido? Será que os amedrontadores eventos de nosso mundo atual não serão provas inequívocas de que o conteúdo da mensagem era verdadeiro e que sua omissão não ficaria na impunidade?
Como seria bom se todos os homens e mulheres cessassem suas lutas e ouvissem a mensagem dos anjos!
Como seria bom se cada palavra ali pronunciada ou desse ser ouvida em cada bairro, cidade e estado de todas as nações do mundo! No entanto..... é imprescindível que a mensagem seja ouvida e compreendida em sua íntegra, e não somente a parte que nos interessa:
“GLÓRIA A DEUS NAS MAIORES ALTURAS, E PAZ NA TERRA ENTRE OS HOMENS”.

John Henry Jowett
(revista Lar Cristão ano 23 – nº 111)