quarta-feira, 11 de agosto de 2010

RENUNCIE AO POSTO DE SENHOR DA SUA VIDA!


Você acredita que Deus tem senso de humor? Eu acredito que Ele tem sim. Mas será que eu ou você conseguiríamos fazer Deus rir?
Estava lendo um livro, e neste encontrei esta definição dada por Woody Allen: "Se você quer fazer Deus rir, fale dos seus planos para Ele".
Achei muito interessante. Imagine comigo...
O Criador, o Nosso Deus sentado na sala onde governa o Universo, e você sentado ou deitado em sua cama pensando nos seus planos e projetos, e enquanto você pensa, Ele dando algumas risadas desses seus planos.
Deus deve ter dado risadas de muitos planos meus. Se Ele tivesse cumprido alguns dos meus planos, talvez não estivesse aqui digitando esse texto hoje. Só que a Graça dEle, o amor dEle, os Pensamentos dEle, os planos dEle são bem melhores que os meus, e com certeza também é bem melhor que o seu.
Enquanto Deus está preparando coisas tão importantes, significativas, estamos pensando em algo tão pequeno perto daquilo que Deus tem preparado. Muitas vezes estamos em um caminho que não é o caminho de Deus.
“Muitos propósitos há no coração do homem, mas o desígnio do Senhor permanecerá.”
Provérbios 19:21
O Pr. John Ortberg disse certa vez:
“O problema mais profundo quando tento ser o senhor da minha vida é que isso me põe em uma situação desconfortável com as outras pessoas. Quando vivo no mito do controle, os outros são um problema. Eles não se comportam do jeito que eu quero, de modo que tento encontrar um jeito de manipulá-los, apaziguá-los, adulá-los, intimidá-los ou controlá-los.”
Não que seja errado fazer planos, pois como disse alguém certa vez “quem falha em planejar está planejando falhar”. Temos que planejar mesmo, mas imagine se Deus fosse satisfazer todos os nossos planos, talvez estaríamos muito infelizes. Nós enxergamos muito pouco, e não sabemos nem ao menos o que vai acontecer daqui a um minuto!
Por isso, você pode deixar Deus rir de seus planos, mas quero deixar um conselho: Todas as vezes que pensar em planejar algo, convide Deus para escrever estes seus planos. Na medida em que você estiver escrevendo, Ele já irá corrigindo os erros de planejamento e colocando os planos dEle que são os melhores.
“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR.”
Isaias 55:8
Deus te abençoe!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

ONDE ESTÁ A TÃO PROMETIDA PAZ NA TERRA?

Será que os anjos mentiram?

“E subitamente apareceu como o anjo uma multidão da milícia celestial louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a que ele quer bem” (Lc. 2:13-14).
Como toda cena, as palavras proferidas pelos anjos nos campos, aos pastores, também foram sobrenaturais! Elas pareciam remotas, sonhadoras, irreais! Até hoje há quem diga que aquela proclamação angelical foi uma miragem, um sonho sem fundamento, uma simples retórica.
Temos de admitir que a paz alardeada esta sendo muito bem guardada em algum esconderijo, e que a boa vontade não tem entrelaçado os homens em fraternidade.
Naquela noite, a paz foi prometida; a boa vontade proclamada. Será possível que tenhamos deixado de lado algum condicional, ou imperativo, que faria com que essas duas preciosas promessas fossem cumpridas? Será que existe alguma explicação lógica para essa aparente ilusão?
Será que algum fator de vital importância, tipo “causa e efeito”, está sendo omitido, sendo assim responsável por esse triste fracasso?

Mensagem incompleta

Dizem, e quando não o fazem, pensam:
-Onde está a boa vontade entre os homens?
-Onde está a paz que nos foi prometida?
Ocorre que, a mensagem apresentada até aqui, não está completa. Não foi dada atenção à frase inicial pronunciada pelos anjos: ”Glória a Deus nas alturas...”.
-Onde está a glória a Deus?
Aí é que está! Nós simplesmente omitimos essa primeira parte. Começamos pelo final e excluímos o início. Qual é a mensagem completa dos anjos, com todas as partes harmonicamente dispostas?
“Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a que ele quer bem”. (Lc. 2:13-14).
Paz não é algo avulso, sem relação com o restante. A paz está ligada à outra parte da frase e é completamente dependente dela. A paz é resultado de fruto de determinados relacionamentos e, se esses relacionamentos forem assegurados, a paz será inevitável.
Vejamos alguns exemplos: “Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz, aquele cujo propósito é firme;porque ele confia em Ti” (Is. 26:3). “Grande paz têm os que amam a tua lei...” (Sl. 119:165). “Justificados, pois, mediante a fé, tenhamos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm. 5:1).
Em cada uma dessas passagens das Escrituras, a paz é apresentada não como raiz, mas como fruto; o fruto de uma justiça pessoal com Deus. E é exatamente aí que a mensagem dos anjos começa para os pastores, nos campos próximos a Belém. Não começou com boa vontade entre os homens nem com paz na terra, mas com o fator que a produziria: “Glória a Deus nas alturas”.
No entanto, devemos perguntar em meio aos dia escuros pelos quais atravessa a raça humana, em meio a tanta má vontade, a conflitos raciais, e a greves, onde nosso pensamento se inicia? Será que é no mesmo lugar onde começou a mensagem dos anjos, na correção do supremo relacionamento, na reconciliação entre Deus e a raça humana?
Se tão somente déssemos glória a Deus nas alturas, a paz na terra nos seria assegurada e a boa vontade entre os homens estaria presente.

Um Relacionamento vital

Mas... que tipo de relacionamento é esse que dá “glória a Deus nas alturas?” Como termos um relacionamento com Deus que seja tão vital, a ponto de Lhe darmos glória e então recebermos automaticamente as outras bênçãos que possibilitarão um bom relacionamento com os outros seres humanos?
Aquele cujo aniversário comemoramos no Natal, nos deu a maior das dicas: Ele mesmo a disse respeito de si mesmo: “Eu sou o Caminho”. (Jô. 14:6). Um bom relacionamento com Cristo é a chave para um bom relacionamento com Deus.
E que tipo de relacionamento devemos ter com Jesus? Ele requer entrega total de nossas vidas; que aceitamos sem restrições Sua direção e que nos submetamos à Sua vontade e ao poder de Sua graça salvadora. Ele nos chama, primeiramente, para O recebermos como Salvador e depois que nos dediquemos, em submissão e obediência, ao Seu senhorio em nós.
Não há como darmos esses passos como uma coletividade, seja raça, povo, nacionalidade ou mesmo como uma multidão. É a entrega particular de cada vida a um Salvador, a um Senhor que se torna pessoal.
Paz entre os homens só poderá existir quando introduzida de forma individual por aquela pessoa que já está em paz com Deus, tendo sido justificada e santificada no poder redentor do amor e graça de Jesus. O mundo não pode ser salvo em multidões. Não há como através de ligas e tratados, levar o mundo como um todo, a um estado de paz congênita e fraternal. Salvação e paz só podem ser encontradas quando entregamos de forma pessoal nossas vidas a Cristo, o Salvador.
Submetamo-nos, então, à glória de Deus. Essa foi a primeira frase da mensagem dos anjos: “Glória a Deus nas alturas” (Lc. 2:14). Uma pessoa, um ser humano, um indivíduo, em paz com o Altíssimo!
Aí, então, haverá paz na terra e boa vontade entre os homens. A mesma mensagem que se inicia com “Glória a Deus...” termina com “boa vontade entre os homens”. Primeiro a glória, depois a paz! Essa é a mensagem do Natal. Isso é Cristianismo!
A mensagem dada pelos anjos foi uma enganação? Teriam eles debochado do mundo ao prometerem algo que não seria cumprido? Será que os amedrontadores eventos de nosso mundo atual não serão provas inequívocas de que o conteúdo da mensagem era verdadeiro e que sua omissão não ficaria na impunidade?
Como seria bom se todos os homens e mulheres cessassem suas lutas e ouvissem a mensagem dos anjos!
Como seria bom se cada palavra ali pronunciada ou desse ser ouvida em cada bairro, cidade e estado de todas as nações do mundo! No entanto..... é imprescindível que a mensagem seja ouvida e compreendida em sua íntegra, e não somente a parte que nos interessa:
“GLÓRIA A DEUS NAS MAIORES ALTURAS, E PAZ NA TERRA ENTRE OS HOMENS”.

John Henry Jowett
(revista Lar Cristão ano 23 – nº 111)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O MITO DA FAMÍLIA PERFEITA – II Tm. 1:3-6



Exemplos de família problemáticas na Bíblia, piores que a média das nossas.
Já na primeira, marido e mulher não se entenderam na hora de assumir a culpa pelo erro que foi dos dois. Cada um tentou imputar a responsabilidade ao outro.

Abraão, o pai da fé, para atender uma exigência da esposa Sara,
Isaque, o filho da promessa de Deus, não conseguiu ser respeitado na velhice e foi ludibriado,
Jacó, o fundador de uma nação que seria uma benção de Deus para o mundo, teve filhos capazes de vender um dos irmãos, dá-lo como morto e chorar rios de lágrimas na hora do luto.
Moisés e Zípora se desentenderam acerca da educação do seu filho, a ponto de o filho ser objeto de violência física por parte dos pais.
Arão, irmão de Moisés e seu principal líder na fuga do povo para a terra prometida, teve que engolir em seco a morte de dois dos seus dois filhos, ambos sacerdotes, executados por Deus, ao promoverem um fogo estranho na hora do culto.
Tendemos a olhar para famílias vizinhas, especialmente no seio das igrejas, como perfeitas e as nossas como imperfeitas.
Filhos tendem a ver certos pais como maravilhosos: “ah! Se eu tivesse um pai como o da minha amiga.
Os pais olham com saudade os filhos da família x: “como são unidos, como são educados, como são dedicados”, etc.
A esposa telefona para a amiga e o marido dela já chegou, enquanto o seu, sabe lá que horas vai chegar... Bem, sobre o esposo não vou dar nenhum exemplo, porque eles estão sempre satisfeitos, ou não?
Não existe família perfeita, em que todos acordam de bom-humor, dão bom dia para todos, tomam café juntos alegremente, oram de mãos dadas e saem para o trabalho ou para a escola, de lá telefonam uns para os outros para dizer como vão as coisas.
Há um erro também: não enxergar os problemas da família, que é uma forma de fugir dos problemas.
Primeiro lugar a nossa família, depois a dos outros. Porque na nossa toda hora é hora da verdade. Nós sabemos que na nossa família há inveja, há desamor, há egoísmo, há desinteresse por Sua palavra...Etc.
Nossa família não é perfeita, mas devemos desejar que o seja. Assim como busco a estatura do varão perfeito, sabendo que jamais serei perfeito nesta vida, busco uma família para mim onde valha a pena viver. Deixemos de lado as fantasias, mas curtamos as utopias.
2. UMA FAMÍLIA PERFEITA?
A FAMÍLIA DE Lóide (Loide ou Loydes), Eunice e Timóteo não é uma família perfeita. Pelo menos, falta gente nela. Não se fala do avô e nem do pai. Seria Timóteo uma produção independente? Não, que à época o modismo inexistia...
Podemos especular, por exemplo, que os maridos de Lóide e Eunice não eram crentes, fato ainda hoje muito comum... Talvez as duas tenham sido evangelizadas por Paulo e depois tenham evangelizado o neto/filho 91.5).
Assim mesmo, o elogio de Paulo nos fala não de uma família perfeita, mas de uma família onde imperavam algumas atitudes, que vale a pena recordar.
2.1 Conflitos de gerações, mas sob controle
Timóteo com a mãe e a avó, e com Paulo. Sem conflito (sem, não, mas sem perturbar as relações entre eles) de gerações. Os conflitos são saudáveis: cada geração tem uma visão diferente, que não é melhor. O problema é o pai achar que seu modelo de vida é superior aos dos filhos. Não é. O problema é o filho achar que seu modelo é moderno e o do pai, antiquado....
Timóteo aprendeu a ouvir dos mais velhos.
O respeito pelos mais velhos. Os mais velhos precisam te uma percepção mais positiva dos mais jovens: nem sempre estão no caminho errado.....
Timóteo era capaz de chorar por Paulo. O sofrimento de Paulo (a circunstância não é mencionada) foi adotado por Timóteo como sendo o seu sofrimento. Não predominou o “cada um na sua”...
Paulo estava ansioso por ver Timóteo e se divertir.... (1:4b) Timóteo devia contar muitas piadas. Talvez conduzisse Paulo para passear, Paulo que talvez tivesse sérios problemas de visão. Se pudesse, Paulo levaria Timóteo sempre consigo, como se fosse um filho. Aliás, ele o chamava de filho(1.2).
Em síntese, devemos cultivar a amizade, no seio da família, não importa a faixa etária. Ninguém é melhor do que ninguém; apenas diferente. Juventude não é virtude. Velhice não é doença. São apenas etapas da vida.
2.2. A vivência da fé, mas pessoalmente
A fé não pode ter segunda geração. A fé paterna não salva o filho. O pecado paterno não desgraça o filho. Cada um tem a sua responsabilidade... a fé tem que ser algo pessoal. Timóteo foi educado na fé, mas a fé era sua (1.5c). devemos nos alegrar por ter uma família que busca a santidade e busca servir a Deus. Paulo dava graças a Deus porque, desde seus antepassados, servia a Deus (1.3a). Embora ele errasse nas suas escolhas (quando perseguiu os cristãos), ele agiu segundo uma consciência pura (1.3ª). Precisamos guardar o que nos foi confiado (a fé viva e a doutrina correta). (6.20).
2.3 A parte da educação cristã
Esta é a tarefa da família. Não é fácil pelo ritmo de vida que temos hoje. Mas não deve ter sido fácil para Lóide e Eunice.
Educação é palavra. Educação é atitude. As duas têm que estar juntas. Eu posso pregar a verdade, ensinar a verdade, exaltar a verdade, mas não posso pedir ao meu filho que diga, ao telefone, que eu não estou em casa, se eu estou. Todas as minhas palavras foram deletadas pelo vírus da minha atitude no disco rígido da mente do meu filho. Eu posso até remover o vírus, mas jamais removerei o ensino que ministrei: a mentira tem valor...
3. Se queremos uma família melhor – Partamos de onde estamos, devemos dar graças pelo que somos como família (1.3a) e pedir a Deus para chegar onde queremos.
Nada de fantasia (a família do irmão “y” não é melhor do que a minha) e tudo de utopia.
3.1 Oremos uns pelos outros
Devemos orar uns pelos outros na família. Paulo adotou a família de Timóteo como sendo sua. Por isso, orava sem cessar por ela (1.3b).
Os pais oram pelos filhos. Os filhos oram por seus pais e irmãos.
3.2 Reconheçamos nossas armas nesta guerra pela paz na família (1.7)
Poder = capacidade de fazer, de mudar, se queremos. O poder é fruto da oração. É Deus que nos dá poder. E Ele quem nos fortalece (nos dá força, nos dá poder).
Amor = os fins não justificam os meios, mesmo quando queremos o melhor para nossa família. Se o amor ficar de lado, nada importará. Nós temos a capacidade de amar. Esta capacidade pode ter estar obliterada pelas experiências dolorosas que vamos acumulando... Mas se a chama do amor não foi apagada... Numa família cristã a chama do amor não pode se apagar. Se apagar, pode ser uma família, mas não uma família cristã. O amor é um sentimento a ser aprendido e desenvolvido. A gente nasce amada, mas não nasce amando. Tem que aprender. Se temos esta disposição, Deus nos fortalecerá o amor, se deixarmos que ele o fortaleça.
Moderação = sem alarmismo, sem conformismo diante da sociedade, mesmo diante das mudanças. Não adianta ter saudade do tempo em que todos almoçávamos juntos.. Este tempo, se algum dia houve, não volta mais, Moderação é sabedoria de vida... Se a pedirmos a Deus e fizermos a nossa parte, nós teremos sabedoria (e, com ela, moderação) para viver.
Não estamos sozinhos nesta guerra. Reconheçamos nossas armas. Utilizaremos nossas armas.
O que você deve fazer para restaurar as imperfeições de sua família?
1. Reconhecer as imperfeições de sua família, vendo-as como reflexo do pecado, condição em que se encontra qualquer ser humano. “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm. 3.23). Portanto, toda família tem defeitos.
2. Entender que as imperfeições de sua família não implicam, necessariamente, que não há mais saída ou que não exista cousas boas no seu lar. Isto porque Deus sempre exercerá misericórdia sobre a família.
3. Lute você mesmo, assim como José, para restaurar a felicidade no seu lar. Seja o redentor da sua família.
4. Agradeça a Deus pela família que você tem. Ele não errou em ter lhe dado esses pais e irmãos.

Pr. Marcos Barbosa
(extraído INFORMATIVO IARC – EDIÇÃO 76 – ANO 7)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A melhor e a pior comida do mundo!


Utilizando a adaptação feita por Pedro Bandeira de trecho da peça teatral "A raposa e as uvas”, de Guilherme de Figueiredo
L. Roberto Silvado


Há mais de dois mil anos, um rico mercador grego tinha um escravo chamado Esopo. Um escravo corcunda, feio, mas de sabedoria única no mundo. Certa vez, para provar as qualidades de seu escravo, o mercador ordenou:

Toma, Esopo. Aqui está esta sacola de moedas. Corre ao mercado. Compra lá o que houver de melhor para um banquete. A melhor comida do mundo!

Pouco tempo depois, Esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um prato coberto por fino pano de linho. O mercador levantou o paninho e ficou surpreso:

- Ah, língua? Nada como a boa língua que os pastores gregos sabem tão bem preparar. Mas por que escolheste exatamente a língua como a melhor comida do mundo?

O escravo de olhos baixos, explicou sua escolha:

- “O que há de melhor do que a língua, senhor? A língua é que nos une a todos, quando falamos. Sem a língua não poderíamos nos entender. A língua é a chave das ciências, o órgão da verdade e da razão. Graças à língua é que se constroem as cidades, graças à língua podemos dizer o nosso amor. A língua é o órgão do carinho, da ternura, do amor, da compreensão. É a língua que torna eterno os versos dos grandes poetas, as idéias dos grandes escritores. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui, se reza, se explica, se canta, se descreve, se elogia, se demonstra, se afirma. Com a língua dizemos “mãe”, “querida” e “Deus”. Com a língua dizemos “sim”. Com a língua dizemos “eu te amo”! O que pode haver de melhor do que a língua, senhor?”

O mercador levantou-se entusiasmado:

- “Muito bem, Esopo! Realmente tu me trouxeste o que há de melhor. Toma agora esta outra sacola de moedas. Vai de novo ao mercado e traz o que houver de pior, pois quero ver a tua sabedoria.”

Mais uma vez, depois de algum tempo, o escravo Esopo voltou do mercado trazendo um prato coberto por um pano. O mercador recebeu-o com um sorriso:

- “Hum… já sei o que há de melhor. Vejamos agora o que há de pior…”

O mercador descobriu o prato e ficou indignado:

- “O quê?! Língua? Língua outra vez? Língua? Não disseste que a língua era o que havia de melhor? Queres ser açoitado?”

Esopo encarou o mercador e respondeu:

- “A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o início de todos os processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que separa a humanidade, que divide os povos. É a língua que usam os maus políticos quando querem nos enganar com suas falsas promessas. É a língua que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, da discórdia, dos desentendimentos, das guerras, da exploração. É a língua que mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que insulta, que se acovarda, que mendiga, que xinga, que bajula, que destrói, que calunia, que vende, que seduz, que corrompe. Com a língua, dizemos “morre”, “canalha” e “demônio”. Com a língua dizemos “não”. Com a língua dizemos “eu te odeio”! Aí está, senhor, porque a língua é a pior e a melhor de todas as coisas!”

“Não se enganem; não sejam apenas ouvintes dessa mensagem, mas ponham em prática o que ela manda... Alguém pensa que é religioso? Se não souber controlar a sua língua, a sua religião não vale nada, e ele está enganando a si mesmo. Para Deus, o Pai, a religião pura e verdadeira é esta: ajudar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e não se manchar com as coisas más deste mundo.” (Tg. 2:22, 26-27);

Vamos usar as nossas palavras, comentários e observações para abençoar, estimular e animar aqueles que estão ao nosso redor?

Como você abençoará alguém através das suas palavras durante o dia de hoje?

Faça isto e você descobrirá a benção de Deus sobre a sua vida.

Deus te abençoe!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O RESGATE


A força da fragilidade impacta o maior resgate da história com seus principais protagonistas: um casal jovem, um cordeiro um bebê e uma cruz.
Era fim de tarde. José e eu estávamos procurando uma hospedaria. Meu filho estava para nascer....
Não passaria daquela noite. Qualquer lugar, por mais simples que fosse, estaria bom, mas não achamos nada. A cidade estava lotada. Muitos ganharam dinheiro com aquele recenseamento.
Em Nazaré, havíamos preparado nossa casa para recebê-lo, mas quando soube que teríamos de viajar para Belém, meu coração se entristeceu, pois sabia que não teria meu bebê no aconchego do meu lar.
Deus já havia escolhido outro lugar para seu Filho Eterno nascer.
Lembrei-me, então, que as Sagradas Escrituras já indicavam o local onde o Messias nasceria: era exatamente em Belém. Meu coração, com isso, ganhou novo ânimo!
A noite havia chagado e ainda não tínhamos conseguido uma hospedaria. Sentia fortes dores e José, que puxava o jumento em que vim sentada ao longo da viagem, também estava visivelmente cansado. Mesmo assim, sabíamos que deus estava cuidando de tudo e que tinha um lugar preparado para nós.
Vários detalhes da criança que eu carregava em meu ventre foram registrados nas Escrituras, muito tempo antes dela nascer. Apesar disso, tido pra mim era novidade. Textos que ouvia desde pequena se revelam com o passar dos dias diante de meus olhos. Incrível! Ser mãe já é uma alegria única, agora carregar o Messias esperado há séculos é inigualável. Quando pensava nisso, parecia até que minhas dores sumiam. Compartilhei essa medicina com meu amado marido e vi sua expressão cansada revigorar-se. Enquanto conversávamos, avistamos uma hospedaria, talvez a última da região. Aparentemente uma casa simples. Pedi a Deus que fosse o lugar escolhido.
Quando chegamos à porta, um senhor, dono daquele estabelecimento, nos disse que não havia mais vaga, mas nos ofereceu, na parte de trás de seu terreno, um pequeno estábulo, onde dormia seu rebanho. José e eu não tínhamos mais onde procurar, então aceitamos a oferta. Tive meu filho em meio a bois, vacas, ovelhas e cordeiros. Havia ali, em meio a outros, um animal muito especial – um cordeiro sem manchas, sem defeito, separado de todos os outros, que deveria servir de sacrifício a Deus.
Enfaixei meu filho e o deitei na manjedoura, lugar onde aquele cordeiro especial antes comia.
Logo em seguida recebemos a visita de alguns pastores, que viviam na região. Eles disseram que anjos de parte de Deus tinham lhe dito coisas admiráveis a respeito do menino.
Ali, o rebanho que traziam consigo se juntou ao que já estava no estábulo para contemplar o menino que acabara de nascer, e ele se tornou o centro das atenções naquele humilde lugar.
O tempo passou... E hoje, em frente a esta cruz, vejo meu filho pendurado, pagando por algo que não cometeu.
Ele, que em seu trinta e três anos de vida, sequer pensou algo impuro. Meu choro copioso é fruto de um coração materno. Porém, um pensamento reconfortante emerge em minha mente: aquele que é meu primogênito, já existia antes de mim; ele é o
Eterno; antes de ser meu filho, é o Filho de Deus. Ele mesmo, em sua eternidade, escolheu se fazer homem. Até mesmo o seu nome, Jesus Cristo – O Messias Salvador – explicita quem ele é. Meu filho nasceu e tomou o lugar daquele cordeiro sem defeitos e manchas, que ano após ano apresentávamos para cobrir nossas transgressões diante de Deus, para de uma única vez, através de sua humildade impecável, tomar os pecados de toda a raça e pregá-los consigo na cruz. Os meus, os seus pecados foram ali perdoados!
Isso tudo me faz concluir uma coisa: mesmo que houvesse outros lugares para ele nascer naquela noite, ele ainda teria escolhido nascer no lugar do cordeiro!

Renato Moriconi
Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo

NOS TRILHOS DE DEUS

Certo homem, morava no final de Xerém, subúrbio do Rio de Janeiro e trabalhava na zona sul. Viaja diariamente de trem para ir e vir do trabalho. Certo dia parou numa praça da cidade onde acontecia um culto ao ar livre e na hora do apelo, ele se converteu. Ganhou uma bíblia de presente que ele lia sempre durante o percurso da viagem. Ele tinha um Sonho:
PREGAR A PALAVRA DE DEUS
Quando leu o texto: sentiu um impulso de realizar seu desejo mas seu tempo era escasso, pois trabalhava até mesmo nos finais de semana. Teve então, uma brilhante idéia.
Economizou e comprou uma bíblia nova de letras gigantes, para ler no trem, e passou a pregar durante a viagem de ida e volta. Estava feliz da vida, pois estava dando frutos para o reino de Deus. Até que um dia, surgiu um passageiro que não aprovou a idéia da pregação dentro do trem, pois cochilava ao balanço do trem, durante a viagem.
Inconformado, o homem reclamava o tempo todo.
O pregador, pacientemente, trocava de vagão, porém, quando começava a pregar lá estava o sujeito, mais uma vez reclamando.
Então, esse homem, extremamente irado, levantou sua voz e gritou: “Pare de perturbar! Da próxima vez que você pregar de novo no trem, e atrapalhar o meu cochilo, vou jogar sua bíblia fora. É melhor ficar quieto”.
Prudentemente, o pregador clamou a Deus e jejuou para que Deus não permitisse que aquele homem cumprisse sua ameaça e, que houvesse impedimentos. Assim o pregador orou com fé, confiando que Deus o ouviu.

No outro dia, o que se sentia importunado saiu bem cedo para o trabalho, e lá estava o pregador do trem todo confiante, semeando a Palavra de Deus. Subitamente o valente levantou-se e bradou: “ – Eu te avisei, mas você não acreditou!”, e arrancou a bíblia das mãos do pregador e jogou-a pela janela do trem, diante de um público estupefato.
O pregador sentiu-se humilhado, decepcionado, e muito triste com a situação. Resolveu não ser mais crente, pois confiava que Deus ia livrá-lo dessa vergonha e por não ter sido atendido decidiu não trilhar mais os caminhos do Senhor.

Por ter virado as costas para Deus, as coisas começaram a ficar difíceis para ele. Perdeu o emprego, tornou-se um desocupado, abandonou sua casa e passou a viver nas ruas, dormindo nos bancos das praças.
Depois de certo tempo, numa determinada praça onde se costumava embriagar e dormir no banco estava acontecendo um culto ao ar livre. Despertou sua atenção, pois esse pregador contava o seu testemunho de que um dia ele estava junto da linha do trem para cometer suicídio, mas Deus, com seu infinito amor usou um filho seu para salvá-lo de ser despedaçado pelo trem.
Continuou relatando que, quando is se atirar embaixo do trem, algo muito pesado foi arremessado em sua cabeça, e ele caiu junto aos trilhos, meio desacordado sem entender nada do que estava ocorrendo.
Foi quando percebeu que era um grande livro e um vento providencial virava suas páginas, parando exatamente na página onde pôde ler admirado, Mateus 11:28-30.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”.

E exclamou jubiloso:

- Então fiquei com esta bíblia, hoje sou feliz e a minha vida mudou!

E disse:

- Um dia hei de encontrar esse filho de Deus, dar-lhe-ei um grande abraço e agradecer-lhe pelo bem que me fez, livrando-me não somente da morte física, mas principalmente da condenação eterna.
O pregador do trem que ouvia a tudo atentamente não conseguiu conter o seu desesperado choro e inesperadamente, levantou-se do banco e gritou com o rosto banhado em lágrimas:
- Perdoe-me, Senhor Jesus, pois não compreendi os Teus planos.
- Perdoe-me Porter duvidado do Teu poder e do Teu amor por todos esses anos, e soluçando muitos se dirigiu ao pastor que falava e mal conseguindo se expressar disse:
- Eu era o dono daquela grande bíblia!
Disse o seu nome e mostrou a todos a sua assinatura registrada na primeira página daquela grande Bíblia.
E você, sabe quais são os desígnios de Deus na sua vida? Você pode não entender agora, porque as coisas na sua vida aconteceram, mas creia que Deus já está vendo lá na frente. E Ele nunca dará a você um fardo maior do que possas carregar... Se existe luta a ser travada, certamente Ele sabe que você pode atravessar e sabe que tudo isso é para o teu aperfeiçoamento em Cristo Jesus!

Texto:Pr. Eliezer
Igreja Alcançando Vidas
Amendoeira/SG

PLANOS QUE NÃO PODEM FALHAR!

Pois é, já estamos na metade do ano! Você lembra-se dos planos que fez no inicio deste ano?

Talvez você traçasse algumas metas pessoais. Ou, quem sabe, você não planejou nada. Preferiu ir deixando que as coisas fossem acontecendo. Mas talvez até agora nada do que você imaginou ou sonhou sequer começou a acontecer.

Antes de continuar deixe-me te fazer duas perguntas: Você incluiu Deus nos seus planos? Você orou para que fosse feita a sua vontade ou a vontade de Deus?

Talvez hoje seja uma boa hora para você parar, tirar um tempo para Deus hoje e Lhe perguntar: “Senhor, quais são os Teus planos para minha vida?”

Salomão deixou este conselho para todos nós:

“O coração do homem planeja seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos” Provérbios 16:9

Deus tinha um plano para a nação de Israel e enquanto esse plano estava em andamento o Senhor jamais desamparou o seu povo. Eles foram sustentados durante 40 longos anos com o maná, a comida que vinha do alto e nunca ficaram desamparados. Foram provados e passaram por muitos momentos difíceis, mas o Senhor sempre esteve ao lado deles.

Assim como Deus conduziu Israel por um caminho totalmente diferente do natural quando os levou a Terra Prometida, Deus também pode fazer com que o seu caminho seja diferente daquele que você imaginava.

Esteja atento! Pode ser que as coisas estejam acontecendo como você planejou. Mas talvez muitas coisas neste ano já saíram totalmente do seu controle.

Se isso acontecer, ou se já estiver acontecendo, fique tranqüilo. Deus não perderá o controle sobre a sua vida.

Sei que Ele tem o melhor preparado para você. Mas preste bem atenção no que vou te dizer: Não confunda o melhor que Deus tem para você com aquilo que você acha que é o melhor para você.

Hoje em dia ouço diversas canções e também centenas de mensagens que falam sobre “o melhor de Deus”, como significando carro novo, casa nova, aumento de salário, emprego melhor, fama e tantas outras coisas que estão apenas ligadas as coisas materiais.

Mas lembre-se do que Deus deixou que acontecesse com a nação de Israel durante os vários anos que o povo peregrinou no deserto.

Fique com Deus, Deus abençoe o seu dia