domingo, 5 de setembro de 2010

RAIVA

Aos meus amigos...
Era uma vez um garoto que tinha um temperamento muito explosivo.
Um dia ele recebeu um saco cheio de pregos e uma placa de madeira.
O pai disse a ele que martelasse um prego na tábua toda vez que perdesse a paciência com alguém.
No primeiro dia o garoto colocou 37 pregos na tábua.
Já nos dias seguintes, enquanto ele ia aprendendo a controlar sua raiva, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradativamente.
Ele descobriu que dava menos trabalho controlar sua raiva do que ter que ir todos os dias pregar diversos pregos na placa de madeira...
Finalmente chegou um dia em que o garoto não perdeu a paciência em hora alguma.
Ele falou com seu pai sobre seu sucesso e sobre como estava se sentindo melhor em não explodir com os outros e o pai sugeriu que ele retirasse todos os pregos da tábua e que a trouxesse para ele.
O garoto então trouxe a placa de madeira, já sem os pregos, e a entregou a seu pai.

Ele disse:

"Você está de parabéns, meu filho, mas dê uma olhada nos buracos que os pregos deixaram na tábua...
...ela nunca mais será como antes".
Quando você diz coisas estando com raiva, suas palavras deixam marcas como essas.
Você pode enfiar uma faca em alguém e depois retira-la. Não importa quantas vezes você peça desculpas, a cicatriz ainda continuará lá.
Uma agressão verbal é tao ruim quanto uma agressão física.

“Amigos são como joias raras.

Eles te fazem sorrir e te encorajam para alcançar o sucesso.
Eles te emprestam o ombro, compartilham dos teus momentos de alegria...
e sempre querem ter seus corações abertos para você."
PERDOE,
O mundo está à beira da guerra...

Vamos evitá-la...

...Que a paz de Cristo habite entre nós.



Aos Pés do Mestre

Cultive uma atitude de gratidão e dê sempre graças a Deus, nosso Pai, por tudo, em nome do Senhor Jesus Cristo. (Ef.5:20), versão Clear Word.
Lembro-me bem do dia em que escolhi Léia no abrigo de animais. Ela estava deitada, quieta, na extremidade do cercado de cimento, parecendo muito triste e abatida. Soubemos que aquele animal castanho-dourado, da raça Labrador, tivera que ser deixado para trás, quando seus donos se mudaram.
Ela não ofereceu resistência quando a conduzimos do abrigo para o carro, para o trajeto até nossa casa. Léia dava a impressão de ter decidido aceitar seu destino, fosse qual fosse, e tornou-se óbvio que tínhamos um animal desmotivado. Por muitas semanas, ela não latiu, nem abanou a cauda ou reagiu diante de nós. Mas o amor e cuidado constantes têm o seu jeito de curar feridas, e, por fim, com a confiança restaurada, ela entregou toda a sua confiança canina à nova família. Léia mostrou ser um bicho de estimação obediente e de boa índole.
Fiquei intrigada com o comportamento de Léia quando recebia um osso. Ela fazia um círculo completo no quintal uma vez, deixava o osso cair aos meus pés e depois vinha e lambia minha mão antes de recuperar o osso. Ela continuou com esse procedimento a sua vida toda, mesmo depois de ficar cega por causa de diabetes. Através da vida, mostrou sua lealdade pela gentileza com as crianças, seus latidos de proteção, obediência em casa e dentro do carro – e como gostava de passear!
Eu estava fora de casa quando Léia teve uma de suas crises de diabetes e, sem o tratamento que eu costumava ministrar-lhe, ela morreu.
Jesus, meu Salvador, não resistiu ao ser levado para o Calvário a fim de me dar vida eterna. Deixou Seu Pai e Seu lar no Céu para vir a este mundo a fim de me tornar parte de Sua família.
A vida nem sempre é fácil, e os desapontamentos e a dor podem me deixar triste e abandonada. Nas trevas ou na infelicidade, Jesus nunca Se omite ou me abandona, mas me mostra alegria e felicidade através de Seu constante amor e cuidado.
Suas promessas são certas – mas será que eu me lembro sempre de deixar cair o “osso” das preocupações e cuidados, e ajoelhar-me aos pés do Mestre para agradecer?
Lyn Welk-Sandy

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

VITÓRIA

Você gostou do título da meditação de hoje? É bom você estar preparado para o que vai ler adiante.

Você deve lembrar que já mencionei que trabalhei quase 10 anos em uma livraria evangélica, e esse foi um tempo de muito aprendizado na minha vida.

Se você nunca visitou uma livraria evangélica, aconselho você a fazer isso, mas, por favor, tome muito cuidado com os livros que escolhe. Por exemplo: os livros cristãos sobre “vitória” são numerosos (ainda mais hoje em dia). Mas se você tirar um tempo para ler essas publicações, é provável que se sinta mais confuso do que ajudado.

Se não fosse tão trágico, eu acharia engraçado que tantos livros sobre vitória deixem os leitores mais derrotados e desnorteados do que antes deles abrirem a capa. Alguns escritores dizem para você insistir. Outros dizem para relaxar. Alguns incentivam a passividade, prometendo-lhe poder se você simplesmente “deixar para lá”. Outros ainda insistem que você precisa “vestir” uma armadura especial ou “despojar-se” da carne.

Ou esperar mais tempo.
Ou tentar com mais afinco.
Ou tentar alcançar mais alto.
Ou orar uma “fórmula especial”.
Ou apagar suas emoções em chamas.

Invariavelmente, alguns o repreendem por você não “viver acima deste mundo”. Outros lançam mão da promessa de abundância financeira (“Deus quer que você seja rico!”) se você apenas se aproveitar de alguma ordem especial de bênção (como “Envie seu próximo salário para mim”).

É de se admirar que a vitória verdadeira pareça enganosa? A confusão e a vitória não podem coexistir.

Nós precisamos ser relembrados de que a vida que Deus provê comumente chamada de “vida abundante” – não é uma cadeia de vitórias contínuas, ininterruptas. Queria que você anotasse e guardasse bem quatro coisas sobre o que a vitória não é:

De uma vez por todas, aprenda: a vitória não é uma herança automática – A vitória está disponível sim, mas não é automática. Nós nunca devemos pensar na vida cristã como uma fonte de “sucesso instantâneo”.

A vitória não é uma elevação emocional – Leia o texto de Romanos 8:31-39:

“Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito:
Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

Você pode procurar, mas não vai achar nesse texto uma lista de “sentimentos”. Ao contrário de sentimentos, você vai encontrar declarações de segurança, fortes afirmações e edificação confiante. Lembre-se de uma coisa: os cristãos não obtém a vitória só porque compreenderem a si mesmo psicologicamente ou por terem boa vontade.
A vitória não é um sonho reservado para super santos – Ao contrário do atleta solitário correndo na raia, o cristão que vence, o faz “por meio daquele que nos amou”. Ou, como nós lemos em outro lugar: “Graças, porém a Deus, que por meio de Cristo sempre nos conduz em triunfo.” (1 Coríntios 15:57).

A vitória não chega a nós enquanto esperamos passivamente – Claro que nós devemos aprender a depender do Senhor para termos vitória, mas não confunda depender e esperar com passividade. A passividade é uma inimiga para qualquer um que espera viver uma vida de vitória.

A pessoa vitoriosa, assim como o atleta vitorioso, vence porque ele está deliberadamente e pessoalmente envolvido – do começo ao fim – em um processo que conduz à vitória. Se você deve alcançar suas metas, você deve envolver-se ao máximo.

Deus te abençoe!

Sérgio Müller

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A SAMAMBAIA E O BAMBU

Certo dia, decidi dar-me por vencido. Renunciei ao meu trabalho, às minhas relações e a minha fé. Resolvi desistir até da minha vida. Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus. “Deus” , eu disse, “O Senhor poderia me dar uma boa razão para eu não entregar os pontos?”
Sua resposta me surpreendeu: “Olhe em redor. Vc está vendo a samambaia e o bambu?”
“Sim, estou vendo”, respondi.
“Pois bem, quando Eu semeei as samambaias e o bambu, cuidei deles muito bem. Não lhes deixei faltarem luz e água. A samambaia cresceu rapidamente. Seu verde brilhante cobria o solo. Porém, da semente do bambu nada saía. Apesar disso, eu não desisti do bambu. No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa. E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu.
Mas, eu não desisti do bambu. No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa. Mas, no quinto ano, um pequeno broto saiu da terra. Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno, até insignificante. Seis meses depois, o bambu cresceu mais de 50 metros de altura.
Ele ficara 5 anos fundando raízes. Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver. “ A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar.”
E, olhando bem no íntimo, disse: “Você sabia que durante todo esse tempo em que vem lutando, na verdade, estava criando raízes? Eu jamais desistiria do bambu. Nunca desistiria de ti. Não se compare com os outros. O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer do bosque um lugar bonito. Seu tempo vai chegar!”, disse-me Deus. “Você crescerá muito!!!”
“Quanto tenho de crescer?”, perguntei.
“Tão alto como o bambu”, foi a resposta.
E eu deduzi: tão alto quanto puder.
Espero que estas palavras possam ajudá-lo a entender que Deus nunca desistirá de vc.
Nunca se arrependa de um dia da sua vida.
Os bons dias lhe dão felicidade.
Os maus lhe dão experiência.
Ambos são essenciais para a vida.
A felicidade lhe faz doce.
Os problemas lhe mantêm forte.
As penas lhe mantêm humano.
As quedas lhe mantêm humilde.
O bom êxito lhe mantém brilhante.
Mas, só Deus lhe mantém caminhando.
--
Yves R.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

RENUNCIE AO POSTO DE SENHOR DA SUA VIDA!


Você acredita que Deus tem senso de humor? Eu acredito que Ele tem sim. Mas será que eu ou você conseguiríamos fazer Deus rir?
Estava lendo um livro, e neste encontrei esta definição dada por Woody Allen: "Se você quer fazer Deus rir, fale dos seus planos para Ele".
Achei muito interessante. Imagine comigo...
O Criador, o Nosso Deus sentado na sala onde governa o Universo, e você sentado ou deitado em sua cama pensando nos seus planos e projetos, e enquanto você pensa, Ele dando algumas risadas desses seus planos.
Deus deve ter dado risadas de muitos planos meus. Se Ele tivesse cumprido alguns dos meus planos, talvez não estivesse aqui digitando esse texto hoje. Só que a Graça dEle, o amor dEle, os Pensamentos dEle, os planos dEle são bem melhores que os meus, e com certeza também é bem melhor que o seu.
Enquanto Deus está preparando coisas tão importantes, significativas, estamos pensando em algo tão pequeno perto daquilo que Deus tem preparado. Muitas vezes estamos em um caminho que não é o caminho de Deus.
“Muitos propósitos há no coração do homem, mas o desígnio do Senhor permanecerá.”
Provérbios 19:21
O Pr. John Ortberg disse certa vez:
“O problema mais profundo quando tento ser o senhor da minha vida é que isso me põe em uma situação desconfortável com as outras pessoas. Quando vivo no mito do controle, os outros são um problema. Eles não se comportam do jeito que eu quero, de modo que tento encontrar um jeito de manipulá-los, apaziguá-los, adulá-los, intimidá-los ou controlá-los.”
Não que seja errado fazer planos, pois como disse alguém certa vez “quem falha em planejar está planejando falhar”. Temos que planejar mesmo, mas imagine se Deus fosse satisfazer todos os nossos planos, talvez estaríamos muito infelizes. Nós enxergamos muito pouco, e não sabemos nem ao menos o que vai acontecer daqui a um minuto!
Por isso, você pode deixar Deus rir de seus planos, mas quero deixar um conselho: Todas as vezes que pensar em planejar algo, convide Deus para escrever estes seus planos. Na medida em que você estiver escrevendo, Ele já irá corrigindo os erros de planejamento e colocando os planos dEle que são os melhores.
“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR.”
Isaias 55:8
Deus te abençoe!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

ONDE ESTÁ A TÃO PROMETIDA PAZ NA TERRA?

Será que os anjos mentiram?

“E subitamente apareceu como o anjo uma multidão da milícia celestial louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a que ele quer bem” (Lc. 2:13-14).
Como toda cena, as palavras proferidas pelos anjos nos campos, aos pastores, também foram sobrenaturais! Elas pareciam remotas, sonhadoras, irreais! Até hoje há quem diga que aquela proclamação angelical foi uma miragem, um sonho sem fundamento, uma simples retórica.
Temos de admitir que a paz alardeada esta sendo muito bem guardada em algum esconderijo, e que a boa vontade não tem entrelaçado os homens em fraternidade.
Naquela noite, a paz foi prometida; a boa vontade proclamada. Será possível que tenhamos deixado de lado algum condicional, ou imperativo, que faria com que essas duas preciosas promessas fossem cumpridas? Será que existe alguma explicação lógica para essa aparente ilusão?
Será que algum fator de vital importância, tipo “causa e efeito”, está sendo omitido, sendo assim responsável por esse triste fracasso?

Mensagem incompleta

Dizem, e quando não o fazem, pensam:
-Onde está a boa vontade entre os homens?
-Onde está a paz que nos foi prometida?
Ocorre que, a mensagem apresentada até aqui, não está completa. Não foi dada atenção à frase inicial pronunciada pelos anjos: ”Glória a Deus nas alturas...”.
-Onde está a glória a Deus?
Aí é que está! Nós simplesmente omitimos essa primeira parte. Começamos pelo final e excluímos o início. Qual é a mensagem completa dos anjos, com todas as partes harmonicamente dispostas?
“Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a que ele quer bem”. (Lc. 2:13-14).
Paz não é algo avulso, sem relação com o restante. A paz está ligada à outra parte da frase e é completamente dependente dela. A paz é resultado de fruto de determinados relacionamentos e, se esses relacionamentos forem assegurados, a paz será inevitável.
Vejamos alguns exemplos: “Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz, aquele cujo propósito é firme;porque ele confia em Ti” (Is. 26:3). “Grande paz têm os que amam a tua lei...” (Sl. 119:165). “Justificados, pois, mediante a fé, tenhamos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm. 5:1).
Em cada uma dessas passagens das Escrituras, a paz é apresentada não como raiz, mas como fruto; o fruto de uma justiça pessoal com Deus. E é exatamente aí que a mensagem dos anjos começa para os pastores, nos campos próximos a Belém. Não começou com boa vontade entre os homens nem com paz na terra, mas com o fator que a produziria: “Glória a Deus nas alturas”.
No entanto, devemos perguntar em meio aos dia escuros pelos quais atravessa a raça humana, em meio a tanta má vontade, a conflitos raciais, e a greves, onde nosso pensamento se inicia? Será que é no mesmo lugar onde começou a mensagem dos anjos, na correção do supremo relacionamento, na reconciliação entre Deus e a raça humana?
Se tão somente déssemos glória a Deus nas alturas, a paz na terra nos seria assegurada e a boa vontade entre os homens estaria presente.

Um Relacionamento vital

Mas... que tipo de relacionamento é esse que dá “glória a Deus nas alturas?” Como termos um relacionamento com Deus que seja tão vital, a ponto de Lhe darmos glória e então recebermos automaticamente as outras bênçãos que possibilitarão um bom relacionamento com os outros seres humanos?
Aquele cujo aniversário comemoramos no Natal, nos deu a maior das dicas: Ele mesmo a disse respeito de si mesmo: “Eu sou o Caminho”. (Jô. 14:6). Um bom relacionamento com Cristo é a chave para um bom relacionamento com Deus.
E que tipo de relacionamento devemos ter com Jesus? Ele requer entrega total de nossas vidas; que aceitamos sem restrições Sua direção e que nos submetamos à Sua vontade e ao poder de Sua graça salvadora. Ele nos chama, primeiramente, para O recebermos como Salvador e depois que nos dediquemos, em submissão e obediência, ao Seu senhorio em nós.
Não há como darmos esses passos como uma coletividade, seja raça, povo, nacionalidade ou mesmo como uma multidão. É a entrega particular de cada vida a um Salvador, a um Senhor que se torna pessoal.
Paz entre os homens só poderá existir quando introduzida de forma individual por aquela pessoa que já está em paz com Deus, tendo sido justificada e santificada no poder redentor do amor e graça de Jesus. O mundo não pode ser salvo em multidões. Não há como através de ligas e tratados, levar o mundo como um todo, a um estado de paz congênita e fraternal. Salvação e paz só podem ser encontradas quando entregamos de forma pessoal nossas vidas a Cristo, o Salvador.
Submetamo-nos, então, à glória de Deus. Essa foi a primeira frase da mensagem dos anjos: “Glória a Deus nas alturas” (Lc. 2:14). Uma pessoa, um ser humano, um indivíduo, em paz com o Altíssimo!
Aí, então, haverá paz na terra e boa vontade entre os homens. A mesma mensagem que se inicia com “Glória a Deus...” termina com “boa vontade entre os homens”. Primeiro a glória, depois a paz! Essa é a mensagem do Natal. Isso é Cristianismo!
A mensagem dada pelos anjos foi uma enganação? Teriam eles debochado do mundo ao prometerem algo que não seria cumprido? Será que os amedrontadores eventos de nosso mundo atual não serão provas inequívocas de que o conteúdo da mensagem era verdadeiro e que sua omissão não ficaria na impunidade?
Como seria bom se todos os homens e mulheres cessassem suas lutas e ouvissem a mensagem dos anjos!
Como seria bom se cada palavra ali pronunciada ou desse ser ouvida em cada bairro, cidade e estado de todas as nações do mundo! No entanto..... é imprescindível que a mensagem seja ouvida e compreendida em sua íntegra, e não somente a parte que nos interessa:
“GLÓRIA A DEUS NAS MAIORES ALTURAS, E PAZ NA TERRA ENTRE OS HOMENS”.

John Henry Jowett
(revista Lar Cristão ano 23 – nº 111)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O MITO DA FAMÍLIA PERFEITA – II Tm. 1:3-6



Exemplos de família problemáticas na Bíblia, piores que a média das nossas.
Já na primeira, marido e mulher não se entenderam na hora de assumir a culpa pelo erro que foi dos dois. Cada um tentou imputar a responsabilidade ao outro.

Abraão, o pai da fé, para atender uma exigência da esposa Sara,
Isaque, o filho da promessa de Deus, não conseguiu ser respeitado na velhice e foi ludibriado,
Jacó, o fundador de uma nação que seria uma benção de Deus para o mundo, teve filhos capazes de vender um dos irmãos, dá-lo como morto e chorar rios de lágrimas na hora do luto.
Moisés e Zípora se desentenderam acerca da educação do seu filho, a ponto de o filho ser objeto de violência física por parte dos pais.
Arão, irmão de Moisés e seu principal líder na fuga do povo para a terra prometida, teve que engolir em seco a morte de dois dos seus dois filhos, ambos sacerdotes, executados por Deus, ao promoverem um fogo estranho na hora do culto.
Tendemos a olhar para famílias vizinhas, especialmente no seio das igrejas, como perfeitas e as nossas como imperfeitas.
Filhos tendem a ver certos pais como maravilhosos: “ah! Se eu tivesse um pai como o da minha amiga.
Os pais olham com saudade os filhos da família x: “como são unidos, como são educados, como são dedicados”, etc.
A esposa telefona para a amiga e o marido dela já chegou, enquanto o seu, sabe lá que horas vai chegar... Bem, sobre o esposo não vou dar nenhum exemplo, porque eles estão sempre satisfeitos, ou não?
Não existe família perfeita, em que todos acordam de bom-humor, dão bom dia para todos, tomam café juntos alegremente, oram de mãos dadas e saem para o trabalho ou para a escola, de lá telefonam uns para os outros para dizer como vão as coisas.
Há um erro também: não enxergar os problemas da família, que é uma forma de fugir dos problemas.
Primeiro lugar a nossa família, depois a dos outros. Porque na nossa toda hora é hora da verdade. Nós sabemos que na nossa família há inveja, há desamor, há egoísmo, há desinteresse por Sua palavra...Etc.
Nossa família não é perfeita, mas devemos desejar que o seja. Assim como busco a estatura do varão perfeito, sabendo que jamais serei perfeito nesta vida, busco uma família para mim onde valha a pena viver. Deixemos de lado as fantasias, mas curtamos as utopias.
2. UMA FAMÍLIA PERFEITA?
A FAMÍLIA DE Lóide (Loide ou Loydes), Eunice e Timóteo não é uma família perfeita. Pelo menos, falta gente nela. Não se fala do avô e nem do pai. Seria Timóteo uma produção independente? Não, que à época o modismo inexistia...
Podemos especular, por exemplo, que os maridos de Lóide e Eunice não eram crentes, fato ainda hoje muito comum... Talvez as duas tenham sido evangelizadas por Paulo e depois tenham evangelizado o neto/filho 91.5).
Assim mesmo, o elogio de Paulo nos fala não de uma família perfeita, mas de uma família onde imperavam algumas atitudes, que vale a pena recordar.
2.1 Conflitos de gerações, mas sob controle
Timóteo com a mãe e a avó, e com Paulo. Sem conflito (sem, não, mas sem perturbar as relações entre eles) de gerações. Os conflitos são saudáveis: cada geração tem uma visão diferente, que não é melhor. O problema é o pai achar que seu modelo de vida é superior aos dos filhos. Não é. O problema é o filho achar que seu modelo é moderno e o do pai, antiquado....
Timóteo aprendeu a ouvir dos mais velhos.
O respeito pelos mais velhos. Os mais velhos precisam te uma percepção mais positiva dos mais jovens: nem sempre estão no caminho errado.....
Timóteo era capaz de chorar por Paulo. O sofrimento de Paulo (a circunstância não é mencionada) foi adotado por Timóteo como sendo o seu sofrimento. Não predominou o “cada um na sua”...
Paulo estava ansioso por ver Timóteo e se divertir.... (1:4b) Timóteo devia contar muitas piadas. Talvez conduzisse Paulo para passear, Paulo que talvez tivesse sérios problemas de visão. Se pudesse, Paulo levaria Timóteo sempre consigo, como se fosse um filho. Aliás, ele o chamava de filho(1.2).
Em síntese, devemos cultivar a amizade, no seio da família, não importa a faixa etária. Ninguém é melhor do que ninguém; apenas diferente. Juventude não é virtude. Velhice não é doença. São apenas etapas da vida.
2.2. A vivência da fé, mas pessoalmente
A fé não pode ter segunda geração. A fé paterna não salva o filho. O pecado paterno não desgraça o filho. Cada um tem a sua responsabilidade... a fé tem que ser algo pessoal. Timóteo foi educado na fé, mas a fé era sua (1.5c). devemos nos alegrar por ter uma família que busca a santidade e busca servir a Deus. Paulo dava graças a Deus porque, desde seus antepassados, servia a Deus (1.3a). Embora ele errasse nas suas escolhas (quando perseguiu os cristãos), ele agiu segundo uma consciência pura (1.3ª). Precisamos guardar o que nos foi confiado (a fé viva e a doutrina correta). (6.20).
2.3 A parte da educação cristã
Esta é a tarefa da família. Não é fácil pelo ritmo de vida que temos hoje. Mas não deve ter sido fácil para Lóide e Eunice.
Educação é palavra. Educação é atitude. As duas têm que estar juntas. Eu posso pregar a verdade, ensinar a verdade, exaltar a verdade, mas não posso pedir ao meu filho que diga, ao telefone, que eu não estou em casa, se eu estou. Todas as minhas palavras foram deletadas pelo vírus da minha atitude no disco rígido da mente do meu filho. Eu posso até remover o vírus, mas jamais removerei o ensino que ministrei: a mentira tem valor...
3. Se queremos uma família melhor – Partamos de onde estamos, devemos dar graças pelo que somos como família (1.3a) e pedir a Deus para chegar onde queremos.
Nada de fantasia (a família do irmão “y” não é melhor do que a minha) e tudo de utopia.
3.1 Oremos uns pelos outros
Devemos orar uns pelos outros na família. Paulo adotou a família de Timóteo como sendo sua. Por isso, orava sem cessar por ela (1.3b).
Os pais oram pelos filhos. Os filhos oram por seus pais e irmãos.
3.2 Reconheçamos nossas armas nesta guerra pela paz na família (1.7)
Poder = capacidade de fazer, de mudar, se queremos. O poder é fruto da oração. É Deus que nos dá poder. E Ele quem nos fortalece (nos dá força, nos dá poder).
Amor = os fins não justificam os meios, mesmo quando queremos o melhor para nossa família. Se o amor ficar de lado, nada importará. Nós temos a capacidade de amar. Esta capacidade pode ter estar obliterada pelas experiências dolorosas que vamos acumulando... Mas se a chama do amor não foi apagada... Numa família cristã a chama do amor não pode se apagar. Se apagar, pode ser uma família, mas não uma família cristã. O amor é um sentimento a ser aprendido e desenvolvido. A gente nasce amada, mas não nasce amando. Tem que aprender. Se temos esta disposição, Deus nos fortalecerá o amor, se deixarmos que ele o fortaleça.
Moderação = sem alarmismo, sem conformismo diante da sociedade, mesmo diante das mudanças. Não adianta ter saudade do tempo em que todos almoçávamos juntos.. Este tempo, se algum dia houve, não volta mais, Moderação é sabedoria de vida... Se a pedirmos a Deus e fizermos a nossa parte, nós teremos sabedoria (e, com ela, moderação) para viver.
Não estamos sozinhos nesta guerra. Reconheçamos nossas armas. Utilizaremos nossas armas.
O que você deve fazer para restaurar as imperfeições de sua família?
1. Reconhecer as imperfeições de sua família, vendo-as como reflexo do pecado, condição em que se encontra qualquer ser humano. “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm. 3.23). Portanto, toda família tem defeitos.
2. Entender que as imperfeições de sua família não implicam, necessariamente, que não há mais saída ou que não exista cousas boas no seu lar. Isto porque Deus sempre exercerá misericórdia sobre a família.
3. Lute você mesmo, assim como José, para restaurar a felicidade no seu lar. Seja o redentor da sua família.
4. Agradeça a Deus pela família que você tem. Ele não errou em ter lhe dado esses pais e irmãos.

Pr. Marcos Barbosa
(extraído INFORMATIVO IARC – EDIÇÃO 76 – ANO 7)